domingo, 12 de dezembro de 2010

E se todos soubessem?

Quem leu a reportagem da 2164º edição da Revista Veja, em maio de 2010, intitulada “A Geração Tolerância” pode ter achado todos aqueles relatos de jovens homossexuais assumidos e bem resolvidos extremamente positivo. “Os adolescentes e jovens brasileiros começam a vencer o arraigado preconceito contra os homossexuais, e nunca foi tão natural ser diferente quanto agora. É uma conquista da juventude que deveria servir de lição para muitos adultos”, diz a frase em destaque abaixo do título da matéria.

Bonito, mas será que real? Será mesmo que tornou-se simples assumir-se assim? Segundo o Relatório Anual feito pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), 198 homossexuais foram assassinados em 2009, nove a mais do que em 2008 e um aumento de 61% com relação a 2007. Não adianta pensarmos que a menor parcela desses assassinatos soma-se às lésbicas (4%), porque são pessoas que foram mortas única e exclusivamente por amarem alguém do mesmo sexo. Nove mulheres foram assassinadas em um mesmo ano por serem lésbicas em pleno século 21!

Segundo o GGB, apesar de alguns programas do governo a favor dos homossexuais, como o “Brasil sem Homofobia”, o país continua sendo o campeão mundial de homicídios contra LGBT. E tem mais: dos 20% de criminosos identificados, menos de 10% chegam a ser detidos e julgados e mesmo estes são beneficiados com penas leves ou absolvidos.

Recentemente, uma nova pesquisa intitulada “Homofobia na Comunidade Escolar”, feita pela pesquisadora chilena Margarita Díaz, presidente da organização Reprolatina, mostrou que as escolas brasileiras são ambientes que não apresentam a homossexualidade como algo normal e que seja bem vindo, além de não introduzirem a temática da sexualidade como deveria ser feito. A pesquisa ainda mostrou que a situação piora quando se trata de travestis e transexuais, já que as escolas pesquisadas não autorizam, por exemplo, a utilização do banheiro feminino.

"Eu nem consigo imaginar o que é ser importunado apenas por ser gay. Deve ser duro. Mas acredite, vai melhorar", disse o presidente dos EUA Barack Obama para a campanha “It Gets Better”.


Não precisaríamos de pesquisas para perceber o preconceito nas escolas ou em qualquer ambiente. Todos sabem que nas escolas os alunos homossexuais, tanto aqueles que se autodeclaram, quanto os que tentam esconder a escolha ou ainda nem se descobriram, sofrem com xingamentos e apelidos ou, no pior dos casos, a reclusão. A mídia, que deveria servir de apoio contra a homofobia, cria um estereótipo em programas humorísticos ou na teledramaturgia das novelas em que a maioria dos personagens gays age como personagens de circo, que estão ali só para fazer rir. As piadas de homossexuais também estão na boca de todos que, por maldade ou sem perceber, incitam a cada brincadeira mais preconceito.

Segundo a antropóloga Kênia Kemp, tanto os homossexuais como outros personagens estereotipados pela mídia têm uma relação muito conflituosa, pois ao mesmo tempo em que se sentem valorizados ao encontrarem a identidade deles na TV em evidência naquele momento, também percebem esses estereótipos.

Exatamente o que acontece com os pais que descobrem ter um filho homossexual. São raros os casos em que essa é uma notícia normal de ser dada em casa, algo bem aceito e fácil de conviver. Assumir-se homossexual ainda é um problema enorme em nosso país, independente de estar acontecendo com mais frequência ou não.

Uma das mães facilitadoras do Grupo de Pais de Homossexuais (GPH), Cristina de Sabata, 50, conseguiu, com a ajuda do grupo, aceitar a escolha de sua filha Flávia, 24. “Como a maioria das mães, jamais aventei a possibilidade de que minha filha fosse homossexual. Ela sempre teve comportamento exterior hétero, namorava rapazes e chegou a ficar noiva. Quando ela me revelou sua homossexualidade, senti primeiramente certa incredulidade, mas ante sua convicção, comecei a realmente ponderar que esta possibilidade poderia ser real”, conta.

Cristina relata que a princípio a abraçou, e disse a amar qualquer que fosse a sua escolha, porém quando se deu conta do que estava acontecendo, caiu em desespero e passou a chorar escondido. “Fechei-me em profundo silêncio, não conseguia conversar com ela sobre o assunto, por mais que ela o abordasse. Parecia que se eu não falasse sobre ‘aquilo’, não se tornaria realidade para mim, para a minha vida e para a vida dela”.

Através da ajuda do GPH e de Edith Modesto, presidente da ONG, Cristina foi aos poucos não só aceitando a orientação da filha, como também deixando para trás todo aquele preconceito que percebeu ter nos dias que se seguiram à revelação. “Creio hoje que nascemos cada qual com sua orientação sexual, que não existem culpados, que ninguém leva ninguém a se tornar homossexual, simplesmente nascemos héteros, homo ou bissexuais. Percebi que minha filha não havia perdido nenhuma de suas inúmeras qualidades e que também nenhum defeito lhe havia sido acrescido e aprendi com o tempo a me despedir da filha que eu imaginava ter e dar as boas vindas à filha que realmente tenho! E como valeu a pena!”, finaliza Cristina.

Esse sim é um dado interessante e animador: as pessoas que entendem a fundo a homossexualidade através de leituras fundamentadas, conversas com pessoas mais instruídas nesse assunto ou até mesmo através da convivência, perdem o preconceito e notam o quanto o assunto deveria ser natural. De acordo com pesquisas, ficou provado que sim, os homossexuais têm se assumido cada vez mais cedo às suas famílias e amigos, mas não é a mesma coisa do que se assumir para o mercado de trabalho, por exemplo. Afinal de contas, família e amigos, apesar de muitas vezes não aceitarem, com o tempo – às vezes muito longo -, e por amor entendem a condição do homossexual, mas aquelas pessoas que podem evitar tê-los por perto por pura ignorância e preconceito, continuam o fazendo, e talvez e infelizmente, igualmente cada vez com mais frequência.

Enfim, muitas coisas ainda precisam mudar.

domingo, 9 de maio de 2010

Um dia, um adeus - Guilherme Arantes

Só você pra dar
A minha vida direção
O tom, a cor
Me fez voltar a ver a luz
Estrela no deserto a me guiar
Farol no mar, da incerteza...

Um dia um adeus
E eu indo embora
Quanta loucura
Por tão pouca aventura...

Agora entendo
Que andei perdido
O que é que eu faço
Prá você me perdoar...

Ah! que bom seria
Se eu pudesse te abraçar
Beijar, sentir
Como a primeira vez
Te dar o carinho
Que você merece ter
E eu sei te amar
Como ninguém mais...

Ninguém mais
Como ninguém
Jamais te amou
Ninguém jamais te amou
Te amou...

Ninguém mais
Como ninguém
Jamais te amou
Ninguém jamais te amou
Como eu, como eu...


Te amo, Schleiden. E é para sempre.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Agora.

É óbvio que o vazio é o ideal. Quem vive no vazio (vazio de sentimentos, vazio de esperanças, vazio de pensamentos, vazio de sonhos, vazio de planos e projeções), vive no agora e, enfim, encontra a felicidade.
A felicidade não está nunca no que você ainda vai conseguir, mas no que você já tem. Perceba!

terça-feira, 7 de julho de 2009

POR UM LINDÉSIMO DE SEGUNDO

Transar bem todas as ondas
a Papai do Céu pertence,
fazer as luas redondas
ou me nascer paranaense.
A nós, gente, só foi dada
essa maldita capacidade,
transformar amor em nada.



Leminski.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

B U R R O S

Sabe o que o STF pretendia ao extinguir a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão? Fazer graça. Sim, porque em países como os EUA, ou grande parte de países europeus, o diploma não é obrigatório. O ministro queria igualar-se a esses países de primeiro mundo e mostrar-se bom o bastante ao tomar uma decisão como essa, sem antes estudar o caso a fundo. O Brasil NÃO TEM UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE. Por que esse babaca não se preocupa em melhorar o ensino básico das escolas públicas ao invés de desencorajar jovens que buscam um ensino superior?

Primeiramente, quero deixar claro que concordo plenamente com a opinião de alguns ao dizer que o diploma não é o mais importante nessa profissão, até porque MUITA gente tem o dobro de capacidade de praticar o jornalismo que muitos diplomados por aí. Agora, me digam, em qual profissão, atualmente, isso não acontece? Nós, estudantes, fazemos um drama nos referindo à dificuldade de uma faculdade, mas isso é tudo balela. Terminar um curso universitário não é difícil. Repito: NÃO É DIFÍCIL. Difícil é pagar, difícil é conciliar, ter paciência e perseverança. O estudo, em si, muitas vezes é complicado, mas não é impossível para ninguém, desde que esse alguém goste e se esforce no que faz. Chega a ser até prazeroso!

O que acontece é que, em todos os países onde o diploma de jornalismo não é obrigatório, existe um conselho ou alguma maneira de selecionar quem pode e quem não pode gerar conteúdo para os veículos de comunicação. E no Brasil, alguém acha que isso vai acontecer? É óbvio que não.

Tá lá a Fátima Bernardes comunicando no Jornal Nacional que a Globo vai continuar buscando profissionais formados. Vai é o caralho! Ou alguém acredita que não será muito mais fácil pagar uma mixaria para pessoas que simplesmente têm o hábito de escrever e o fazem muito bem (o que não é difícil), mas que não possuem o diploma? Os diplomados têm um teto salarial, os não diplomados aceitam o que vier. Profissionais competentes no mundo, tem de sobra! Não tiro o mérito deles de maneira alguma, mas como ficam aqueles que só se dispuseram a passar quatro anos numa Universidade por buscarem uma melhor colocação no mercado? Eu amo a prática do jornalismo, mas sinceramente, não perderia quatro anos da minha vida cursando algo que não é obrigatório para que eu possa praticar.

Ter um diploma é importante? É óbvio que sim. Mas eu tenho muitas outras opções de cursos onde algum valor é dado para o que seria a minha futura profissão, não banalizando e deixando aqueles que estudaram e se esforçaram tanto, serem comparados a qualquer um que queira divulgar uma informação.

Usar o termo "liberdade de expressão" para essa decisão é de uma ignorância tão grande, que mostra ainda mais como os excelentíssimos magistrados desse país estão cada vez mais despreparados para julgar.

Nesse caso, quero contratar um advogado que não tenha diploma, mas que saiba o que é e o que não é necessário para me defender. Em nome do direito à minha liberdade de escolha.



Ma Prem Padmini.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Você.

- Me sinto tão triste...


- Quem é você?


- Eu sou o João.


- Mas que resposta superficial! João é o nome que lhe deram ao nascer, mas caso não tivessem lhe dado um nome, então você deixaria de existir?


- É claro que não.


- Então vamos tentar novamente. Quem é você?


- Eu sou isso que você e eu estamos vendo, esse corpo.


- Mas se esse corpo é seu, então você é algo que possui a ele. O seu corpo é SEU e não VOCÊ.


- Realmente...


- Então, pelo amor de Deus, me diga quem é você.


- Eu sou a minha mente, então. Aquilo que pensa.


- Como você pode ser a sua mente se ela é SUA? Ela pensa, claro, mas VOCÊ, não.


- Nossa, que loucura!


- Sim, parece loucura, mas você ainda não me respondeu quem é você.


- Eu sou algo que está dentro do corpo.


- Dentro do corpo? Como você pode ser dono do corpo e estar dentro dele ao mesmo tempo? Se você estivesse dentro do corpo, ele é quem seria o seu dono.


- Então eu estou fora do corpo?


- Sim, é óbvio, não é?


- Não era até esse exato momento.


- Esqueça-se do que não era e concentre-se no agora.


- Sim.


- Você sabe que não é o João, nem esse corpo e nem essa mente. Logo, não pode ser essa personalidade que lhe foi ensinada com o tempo, porque essa personalidade é da mente. Se ninguém tivesse ensinado a ela todas essas definições, você deixaria de ser?


- Não.


- Pois é, então agora me diga quem é você.


- Eu sou aquele que possui um nome, um corpo e uma mente.


- Aquele? Aquele o quê?


- Aquele que pode ver que eu tenho isso tudo.


- Aquilo que vê. Hum... Um observador?


- Isso, eu sou o observador.


- Portanto, as coisas que acontecem na sua vida não podem ser sentidas por você?


- É claro que podem! Eu me entristeço, me alegro, sinto fome, sinto frio...


- Ou seja, você acha que o seu corpo não serve para nada? Porque não é ele que te avisa quando está com fome, frio, triste, feliz...


- Não, quero dizer... Sim! É ele quem me avisa.


- Então é ele quem sente e não você.


- ... é...


- Me diga agora quem é que está triste.


- Qualquer coisa, menos eu.




Ma Prem Padmini

sábado, 30 de maio de 2009

Uma busca sem fim...

E quando você passa a não mais pensar no futuro, todas as suas preocupações são deixadas de lado. Não há mais nenhum problema, porque é só o AGORA que interessa. E quando eu digo agora, não estou me referindo ao presente, porque você transforma o presente em algo muito longo... O AGORA está somente nesse exato momento, esteja você fazendo ou pensando o que quer que seja.

Percebe como deixamos de viver as nossas vidas por estarmos muito preocupados com o que está por vir ou com o que deixamos passar? Isso não é teoria, preste atenção! Você poderia estar feliz agora pelo simples fato de existir, mas não. A preocupação está nas contas a pagar AMANHÃ, as provas a fazer AMANHÃ, a viagem do final de semana, o show do final do mês, a formatura do final do ano, as férias... Quando é que você vai ser feliz?

Se continuar a buscar felicidade nas coisas externas, eu te garanto que nunca vai encontrar! Felicidade não é ter o grande amor da sua vida, nem ter muito dinheiro e muito menos ser magro. Felicidade não é algo que você conquista e termina a busca. Mesmo os mais ricos e que vivem ao lado do grande amor de suas vidas, esperam por mais. Conheço pessoas pobres, que não têm um grande amor, e anda feliz da vida por aí... E eu tenho certeza que você também conhece.

Ou você ainda acredita que é você quem decide o que vai ou não acontecer na sua vida? Estamos cansados de saber que, absolutamente, NÃO SOMOS NÓS quem decidimos o nosso futuro. Podemos até fazer planos, seguir as ordens à risca, fazer tudo direitinho, que se for pra dar tudo errado, vai dar tudo errado e você vai chorar dizendo "Oh meu Deus, o que eu fiz pra merecer isso?". Sinceramente, se eu fosse Deus, morreria de rir.





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sábado, 2 de maio de 2009

Ame.

O amor.
Aquele que a gente sente que vem lá do fundo da alma e que não pede esforço, nem espaço e muito menos qualquer tipo de desgaste. Existe.
É certo que demanda dedicação e muito cuidado, zelo e atenção. É preciso limpar e lustrar a cada novo dia para que esteja sempre limpinho e renovado. Além disso, todos os dias, deve-se jogar fora tudo o que foi acumulado ontem, coisas boas e coisas ruins. O amor não precisa delas. Ele precisa nascer de novo a cada amanhecer, sem passado, sem futuro, AGORA.






Ma Prem Padmini

domingo, 5 de abril de 2009

Pílula ou injeção anticoncepcional?
Avaliação médica é fundamental para a escolha

Milena Lima Ribeiro

Atualmente, os métodos anticoncepcionais abrangem um variado leque de alternativas: algumas muito seguras outras com menor intensidade de proteção, mas todas com alguma desvantagem. Destinados principalmente para evitar a gravidez, também podem ser recomendados em casos de endometriose, ovários policísticos, tensão pré-menstrual e cólica menstrual. O uso de pílulas anticoncepcionais atinge hoje o maior número de usos no mundo. São consideradas um método contraceptivo muito eficaz e o mais efetivo deles dentre as medidas medicamentosas.

Existe também o método de injeção anticoncepcional. São intramusculares, tomadas a cada um ou três meses - dependendo do tipo da injeção - e utilizadas naquelas pacientes que não conseguem se lembrar de usar a pílula diariamente ou têm intolerância gastrointestinal aos hormônios. Sua composição faz com que a mulher não ovule e, dessa forma, impede a gravidez. As vantagens e desvantagens desse são as mesmas da pílula anticoncepcional. Já para os trimestrais existe a vantagem de ser aplicada a cada três meses, mas há possibilidade de provocar ausência de menstruação e a fertilidade demorar um pouco para voltar. Além disso, em certas mulheres, pode ocorrer o aumento de apetite ou retenção de líquido que pode causar aumento de peso, assim como no uso da pílula.

Até o momento, foram poucos os estudos que avaliaram as taxas de descontinuação entre usuárias de anticoncepcionais injetáveis mensais. Estudo desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) obteve uma taxa de descontinuação ocorrida após uma média de 12 meses de uso, causada principalmente por alterações do ciclo menstrual ou pela ausência de menstruação.

Para Nicoli Briganti, 21, o uso da injeção nunca trouxe nenhum problema. “Muito pelo contrário, meu corpo se adaptou perfeitamente”, afirma. Nicoli usa o método há três anos e, a princípio, tomou essa decisão somente pelo fato de poder usar sem que a mãe soubesse. Na época, consultou somente uma ginecologista do convênio de onde trabalhava e diz que não foi realizado nenhum exame para saber se ela realmente podia usar esse tipo de método. Em um segundo momento, consultou um médico conhecido da família, que realizou diversos exames e constatou que ela possuía uma predisposição que faz com que ela só possa usar os métodos de injeção ou adesivo. “Eu tenho uma coagulação muito alta e isso me predispõe à trombose. Então, a injeção e o adesivo são os únicos que têm um tipo de difusão no corpo que não colabora para piorar esse cenário”, conta.

Segundo dados da OMS divulgados no site da organização, pacientes que fumam, têm pressão alta, amamentam um bebê com menos de seis meses, sofrem de problemas sérios no coração ou circulação, câncer de mama, cirrose hepática grave, hepatite aguda ou tumor no fígado não devem tomar esse tipo de injeção.

É de vital importância que a mulher consulte um médico de confiança antes de iniciar o uso de qualquer contraceptivo. Essa orientação deve abranger informações acuradas sobre todos os métodos anticoncepcionais disponíveis, vantagens, desvantagens e predisposições de cada paciente. Uma orientação adequada permite a tomada de decisão baseada em informações corretas que podem evitar um problema sério futuramente.



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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Medo

A vida passa tão rápido... As coisas boas passam tão rápido... E eu sinto como se não tivesse conseguido realizar os meus planos e sonhos ainda, até hoje. Não tenho pressa, nunca tive. Mas às vezes tenho medo de não conseguir. De repente eu me vejo com medo de tudo o que eu vivo ser apenas ilusão. Eu aceitaria a condição de que eu sou apenas mais uma menina fraca que vive de ilusões. Desde que eu descobrisse isso. Ficar na dúvida é que é foda.

Eu estou cansando... Estou cansada.






Ma Prem Padmini

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Espairecer

espairecer

rv. tr. e int.,

distrair;
recrear;
divertir;
entreter-se;
passear.






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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Abaixo a hipocrisia!

Você, que enche a boca pra reclamar dos problemas do nosso país, que adora criticar o sistema capitalista e todos os porcos que nos tiram dinheiro diariamente. Você que acredita que o mundo seria melhor sem violência, hipocrisia e preconceito. Estampe o seu rosto numa camiseta qualquer lutando por seu ideal de igualdade. Lute por seus direitos. Pague milhares de advogados para ressarcir seus bolsos por algo que um parente próximo sofreu no passado. Encha os seus pulmões para falar de como foi difícil a época da Ditadura Militar e sua censura. Em seguida, diga-se contra a política de cotas para negros.
Por que você não se indigna por pessoas estarem recebendo milhões de reais hoje, por terem passado pelo DOI-CODI? Por que acha justo que pessoas sejam ressarcidas por terem sofrido censura e sido presas por algum tempo no passado? Por que acredita que as pessoas que tiveram bens perdidos em época de guerra merecem receber tudo o que lhes foi tirado de volta e, como se fossem cegos idiotas, negam o fato de que foram os negros que tiveram o direito de viver dignamente, retirado por mãos de homens que nada tinham de mais especial?
Foram eles que resistiram a todo e qualquer tipo de intempérie, que levaram chibatadas nas costas simplesmente por terem nascido de cor diferente, que hoje têm a vida rebaixada a míseros casebres de vilas sujas, esquecidas por Deus, porque lhes foi retirado o direito de crescer. Foram eles que, dignamente, cuidaram dos seus antepassados com carinho, preparando-lhes o chá quente e a pantufa aquecida nos pés. São eles que, hoje, sem nenhuma vergonha, saem às ruas pedindo apenas que não lhe olhem com indiferença.
E você, rica criança defensora dos oprimidos, fecha os olhos para tudo isso e, como se não bastasse, cria uma fantasia feliz na sua cabeça: “A política de cotas só rebaixa ainda mais a capacidade deles”. Há há há. O discutido aqui não é a capacidade deles que, diga-se de passagem, vai muito além da sua. O fato é que tudo o que o negro vive hoje, séculos depois, é decorrente do que viveram lá atrás.
Merecem. Merecem muito mais do que uma chance de mostrarem-se dignos de estudarem numa boa Universidade, mesmo que sem ter condições para isso. Mereceriam centenas de vezes mais do que um olhar de igualdade.
Aprenda que a vida não se vale apenas de dinheiro, mas de reconhecimento. Somente quando reconhecerem o que foi feito e sentirem no coração a culpa e a compaixão poderão dizer-se homens de verdade.





Ma Prem Padmini

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O Amor Por Entre o Verde

“... E se prosseguirem se amando, pergunto-me em vão, será que um dia se casarão e serão felizes? Quando, satisfeita a sua jovem sexualidade, se olharem nos olhos, será que correrão um para o outro e se darão um grande abraço de ternura? Ou será que se desviarão o olhar, para pensar cada um consigo mesmo que ele não era exatamente aquilo que ela pensava e ela era menos bonita ou inteligente do que ele a tinha imaginado?
É um tal milagre encontrar, nesse infinito labirinto de desenganos amorosos, o ser verdadeiramente amado... Perco-me, por um momento, na observação triste, mas fria, desse estranho baile de desencontros, em que freqüentemente aquela que devia ser daquele acaba por bailar com outro porque o esperado nunca chega; e este, no entanto, passou por ela sem que ela o soubesse, suas mãos sem querer se tocaram, eles olharam-se nos olhos por um instante e não se reconheceram...”


Vinícius de Moraes

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Sonhos

E eu sonho em recontruir meus sonhos. Sonhos esses que desesperam-se, fraquejam, humilham-se, gritam por socorro! Porém, renascem às cinzas e lutam por uma nova chance.
Eu semeei meus sonhos, vi-os crescer e morrer. Estou plantando novamente e lhe suplico: Pise devagar, pois você está pisando em meus sonhos.


Eu adoro intertextualidade!





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domingo, 28 de setembro de 2008

Melancolia

Ouço o barulho do vento que entra forte pela janela e bate as portas de todo o espaço a meu redor. Vem como um tapa, vem bravo, vem bruto. Não mais o sinto com os olhos fechados, com levaza e serenidade. Sinto-o agora como um punhal, como ciscos que ferem meus olhos na escuridão desse quarto só.
Só, eu busco acostumar-me com o que a vida me tirou sem prévio aviso, sem que estivesse preparada. Ontem eu sorria, hoje choro.
Quando a certeza passa a ser dúvida e a paz tranforma-se em medo, meus pulmões não mais funcionam em sua natureza. Nada em mim funciona em sua natureza. Eu não sou mais a minha natureza...


Até que as luzes voltem a me iluminar a face escura.




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sábado, 27 de setembro de 2008

Pense!

Quando você toma uma decisão, pensa em todas as pessoas envolvidas ou somente no que VOCÊ precisa para o momento? Tome cuidado para não ser egoísta demais no decorrer de sua vida. Você pode acabar perdendo o que conquistou.





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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

...

Se existe luz no fim do túnel, mostre-me! Não espere que eu desista, dê-me forças, ensine-me a lutar.
Eu que acreditava ser uma fortaleza, vejo-me esvaíndo feito pó, quebrando, tranformando-me em cacos. Miúdos. Ensina-me a colá-los. Eu preciso de você!




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Covardia

É quando percebo que os meus sonhos são falhos e que, principalmente, eu mesma o sou.
Tudo o que preciso manter, as dificuldades que preciso superar são deixadas para trás. E não porque superei, mas porque não tive força o suficiente. Persistência, coragem, vontade, luta? Não tenho sido capaz. Resta-me apenas a covardia, a desistência, a entrega.
Eu não me conheço mais.





...

sábado, 16 de agosto de 2008

Perceba!

Na escuridão da solidão bastava-me o calmo barulho de um movimento aqui, outro ali... Bastava-me apenas o ar que saía por meu nariz, por minha boca e o som que ele fazia ao deixar meu corpo. Eu queria apenas o silêncio e mais nada. Queria me encontrar. Queria encontrar o que ficou perdido ou que, quem sabe, só estava escondido em alguma parte de mim.
Não queria vozes... Não queria companhia... Não queria luzes.


Queria apenas me encontrar.


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sábado, 28 de junho de 2008

Lágrima e sorriso.

Tem dias que acordo com vontade de chorar... Não estou triste.
Esquecem-se que chorar não só é sinônimo de tristeza, mas também de alegria, êxtase. A vontade de chorar vem-me como uma explosão de sentimentos bons... Como se nada mais pudesse ser feito naquele momento, senão explodir-se em lágrimas que se misturam com o meu sorriso e tornam-se um só. Lágrima e sorriso. Tomam meu rosto. Enchem minha alma.


Como se nada mais pudesse ser feito naquele momento
Senão explodir-se em lágrimas
Que se misturam com o meu sorriso e tornam-se um só
Lágrima e sorriso
Tomam meu rosto
Enchem minha alma
O corpo incendeia a paixão
Devora-me pelo que não fiz
Pelo que não vi
Os elementos se confundem
E já não há mais divisão


...