sábado, 28 de junho de 2008

Lágrima e sorriso.

Tem dias que acordo com vontade de chorar... Não estou triste.
Esquecem-se que chorar não só é sinônimo de tristeza, mas também de alegria, êxtase. A vontade de chorar vem-me como uma explosão de sentimentos bons... Como se nada mais pudesse ser feito naquele momento, senão explodir-se em lágrimas que se misturam com o meu sorriso e tornam-se um só. Lágrima e sorriso. Tomam meu rosto. Enchem minha alma.


Como se nada mais pudesse ser feito naquele momento
Senão explodir-se em lágrimas
Que se misturam com o meu sorriso e tornam-se um só
Lágrima e sorriso
Tomam meu rosto
Enchem minha alma
O corpo incendeia a paixão
Devora-me pelo que não fiz
Pelo que não vi
Os elementos se confundem
E já não há mais divisão


...

quinta-feira, 19 de junho de 2008



Uma paz dentro de mim.

A respiração encontra-se leve, calma, tenra... Como se tudo aquilo que antes me incomodava, agora estivesse muito, muito longe de mim. E no momento seguinte um vulcão em erupção! Uma explosão de tudo ao mesmo tempo, como se aqui dentro fosse um caldeirão borbulhante... Êxtase. Encanto. Alegria. Vontade. Palpitação. Amor, muito amor.

♥

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Um e Outro



Enquanto um pensa o outro ousa
Enquanto um ouve o outro desliga
Enquanto um participa o outro foge
Enquanto um está presente o outro finda

Enquanto um ama o outro lembra
Enquanto um diz o outro cala
Enquanto um mostra o outro esconde
Enquanto um quer o outro fala

O que se mostra melhor se a distância nos separa?
Qual o valor a acolher, qual o melhor a receber?

Enquanto um grita o outro atinge
Enquanto um liga o outro some
Enquanto um preocupa-se o outro aceita
Enquanto um surpreende o outro consome

Enquanto um dói o outro revela-se
Enquanto um conta o outro resume
Enquanto um cansa o outro anima-se
Enquanto um desiste o outro assume

O que se mostra melhor se a distância nos separa?
Qual o valor a acolher, qual o melhor a receber?



(Milena Lima Ribeiro)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Aproveitem! É carnaval...

Tá chegando o carnaval e mais uma vez vamos todos esquecer dos problemas que assolam o nosso país, da roubalheira do governo, das crianças trabalhando e, principalmente, do risco de certas doenças sexualmente transmissíveis. Vamos para a praia! Não tem importância se só estiver tocando músicas escrotas no último volume... Se estiver abarrotada de gente, com muita cerveja - quente -, e altas doses de micose na areia, melhor ainda! Isso é Brasil, gente. Vamos aproveitar!
Ok. Se você não gosta de som alto, praia abarrotada e merda boiando na água não faz mal. Você pode ir do mesmo jeito, já que com certeza é lá que você vai satisfazer toda a sua necessidade sexual de forma fácil, rápida e sem futuras complicações. Afinal, há algum outro motivo para o carnaval brasileiro senão as grandes oportunidades de encher a cara e arranjar sexo com outros desconhecidos bêbados? Pelo amor de Deus, jovens de 13 a 19 anos, USEM CAMISINHA! Quanto ao sexo com menores - a esquecida pedofilia - o governo não se importa. Portanto, aproveitem!
Bom... Do meu ponto de vista ainda tem uma coisa boa. Boa não, ótima! Se não fosse por esses quatro dias de folga, no momento eu já estaria afundada nos estudos e na 'vida complicada de uma adolescente dona do próprio nariz'. Sendo assim, eu vou aproveitar! Não na praia, lógico. Talvez com os amigos em alguma chácara, represa ou algo do tipo. Quanto mais distante da "população carnavalesca", creio que será melhor.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Apague e recomece como se fosse a primeira vez!

Experiências... Sem sombra de dúvida elas te acrescentam muito e talvez acabe sendo até clichê eu repetir isso assim, tão de repente e antes de qualquer outra coisa. É clichê, mas pare um pouco para pensar sobre isso.
Acostumamo-nos tanto a repetir sempre a mesma coisa, perfeitos robôzinhos tentando mostrar que somos bons, que temos um bom ponto de vista ou uma ótima maneira de ver a vida... Pra quem a gente tenta provar que é tão bom?
Sim, as experiências acrescentam vantagens, mas elas também podem mudar toda a nossa vida! Meu Deus, quantas coisas eu já deixei de fazer justamente pelo fato de, à primeira tentativa, não ter me saído bem... Por que somos tão ligados ao passado se não dá pra mudar?! Para que pensar no futuro, se é o agora o que mais importa?!
Eu já me cansei de ouvir o famoso "Relaxe! O tempo cura feridas" ou então "Se deu errado, ao menos servirá como uma experiência"... Uma experiência que vai acabar com a minha vida, eles querem dizer? Como algo que deu errado pode me servir como uma experiência? Apenas para me deixar com medo de errar, medo de sofrer, medo de que a tentativa seja falha.
Muitas vezes ninguém repara nisso, mas pare para pensar. O que você faz hoje da sua vida, tudo o que você faz. A quem você escuta? O que você pensa em relação a isso?
É sempre a mesma coisa: "Com os meus pais foi assim", "Não devo seguir essa carreira. Eu aprecio, mas um amigo meu se deu muito mal nela", "No passado não fui bem sucedido por ter sido bonzinho demais. À partir de hoje, não terei mais piedade de ninguém", e por aí vai...
A nossa mente vai juntando essas 'tão importantes' experiências acreditando que será melhor assim e é isso o que nós estamos criando para nós mesmos. Uma vida que já começa velha, idéias que só são definidas à partir de antigüidades. Tem hora que dá vontade de nascer de novo!



(Sim, foi um desabafo um tanto quanto nervosinho)...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

O melhor do fotojornalismo paulista em exposição


Nesta sexta-feira (25/01) será inaugurada em São Paulo a exposição Foto Retrospectiva 2007 que conta com o trabalho de 75 repórteres-fotográficos dos mais diferentes e conhecidos veículos de comunicação. A exposição conta com registros dos fatos mais marcantes do ano no que diz respeito a política, cultura, esportes e situações diversas do dia-a-dia e estará no Auditório Simón Bolívar, no Memorial da América Latina até o dia 14/02.
A mostra conta com a foto vencedora do Prêmio Esso de Fotografia 2007, que registrou o momento em que a sapateira Maria Jerônima Campos tenta salvar seu filho se afogando, mesmo sem saber nadar.
A iniciativa partiu da Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado de São Paulo (ARFOC-SP). A entrada é franca.

Serviço

Data: De 25/01 a 14/02
Horário: 19h a abertura do dia 25/01 (visitação das 09h às 18h).
Local: Memorial da América Latina Auditório Simón Bolívar - Galeria II
End.: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda – São Paulo.






Informações retiradas do site http://comunique-se.com.br

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

O medo da solidão é somente o seu ego ferido

"...Sannyasin significa ser auto-suficiente, não necessitar de ninguém, não depender de ninguém - e isso lhe dá medo; você torna-se-á inútil. Toda sua existência tem sido em torno das necessidades do outro, o outro precisava de você. Sem você, ele não era nada, sua vida era fútil, um deserto - apenas com você ele floresceu. E quando você fica sabendo que ele pode desabrochar em sua solidão fica perturbado, porque seu ego se sente ferido.
Quem é o solitário? A pessoa que pode viver consigo mesma tão facilmente quanto se o mundo todo estivesse com ela, que pode alegrar-se consigo mesma, exatamente como as criancinhas.
As crianças muito pequenas podem alegrar-se consigo mesmas. Freud tinha um termo particular para elas: polimorfas. Uma criancinha alegra-se consigo mesma, brinca com seu próprio corpo, é auto-erótica, suga seu próprio dedo. Sua necessidade de outras pessoas é apenas corporal - alguém que lhe dê leite, que a mude de lado, que troque suas roupas - necessidades físicas. Ela ainda não tem, na realidade, nenhuma necessidade psicológica. Não está preocupada com o que as pessoas pensam sobre ela, se acham que ela é bonita ou não. É por isso que toda criança é bonita, porque ela não se preocupa com a opinião das outras.
Nenhuma criança feia nasceu até hoje, mas todas as crianças tornam-se feias pouco a pouco. É muito difícil encontrar uma criança feia - muito raro. TODAS as crianças são bonitas e todos os velhos ficam feios. O que acontece? Se todas as crianças nascem bonitas, deveriam morrer bonitas! Mas a vida faz algo...
Todas as crianças são auto-suficientes - esta é a beleza. Elas existem em si mesmas assim como luzes. Todos os velhos são inúteis; chegaram a compreender que não são necessários e só esperam a morte.
Se puder pensar que ao morrer milhões de pessoas irão chorar por você, até isto o deixará feliz: milhões e milhões de pessoas rendendo-lhes suas homenagens.
Quando alguém morre, sempre é bom; as pessoas fazem juízos tão favoráveis. Quando você morre, imediatamente se torna um anjo, porque ninguém pensa que vale a pena falar contra alguém que já morreu. Quando está vivo, ninguém diz nada a seu favor.
Não apenas durante a sua vida você necessita dos outros, na sua morte também... Até na morte a necessidade de ser necessário permanece. Que tipo de vida é essa? Apenas a opinião dos outros é importante, você não? Sua existência não significa nada?..."




Trecho do livro A semente de Mostarda, Osho.