sábado, 2 de maio de 2009

Ame.

O amor.
Aquele que a gente sente que vem lá do fundo da alma e que não pede esforço, nem espaço e muito menos qualquer tipo de desgaste. Existe.
É certo que demanda dedicação e muito cuidado, zelo e atenção. É preciso limpar e lustrar a cada novo dia para que esteja sempre limpinho e renovado. Além disso, todos os dias, deve-se jogar fora tudo o que foi acumulado ontem, coisas boas e coisas ruins. O amor não precisa delas. Ele precisa nascer de novo a cada amanhecer, sem passado, sem futuro, AGORA.






Ma Prem Padmini

domingo, 5 de abril de 2009

Pílula ou injeção anticoncepcional?
Avaliação médica é fundamental para a escolha

Milena Lima Ribeiro

Atualmente, os métodos anticoncepcionais abrangem um variado leque de alternativas: algumas muito seguras outras com menor intensidade de proteção, mas todas com alguma desvantagem. Destinados principalmente para evitar a gravidez, também podem ser recomendados em casos de endometriose, ovários policísticos, tensão pré-menstrual e cólica menstrual. O uso de pílulas anticoncepcionais atinge hoje o maior número de usos no mundo. São consideradas um método contraceptivo muito eficaz e o mais efetivo deles dentre as medidas medicamentosas.

Existe também o método de injeção anticoncepcional. São intramusculares, tomadas a cada um ou três meses - dependendo do tipo da injeção - e utilizadas naquelas pacientes que não conseguem se lembrar de usar a pílula diariamente ou têm intolerância gastrointestinal aos hormônios. Sua composição faz com que a mulher não ovule e, dessa forma, impede a gravidez. As vantagens e desvantagens desse são as mesmas da pílula anticoncepcional. Já para os trimestrais existe a vantagem de ser aplicada a cada três meses, mas há possibilidade de provocar ausência de menstruação e a fertilidade demorar um pouco para voltar. Além disso, em certas mulheres, pode ocorrer o aumento de apetite ou retenção de líquido que pode causar aumento de peso, assim como no uso da pílula.

Até o momento, foram poucos os estudos que avaliaram as taxas de descontinuação entre usuárias de anticoncepcionais injetáveis mensais. Estudo desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) obteve uma taxa de descontinuação ocorrida após uma média de 12 meses de uso, causada principalmente por alterações do ciclo menstrual ou pela ausência de menstruação.

Para Nicoli Briganti, 21, o uso da injeção nunca trouxe nenhum problema. “Muito pelo contrário, meu corpo se adaptou perfeitamente”, afirma. Nicoli usa o método há três anos e, a princípio, tomou essa decisão somente pelo fato de poder usar sem que a mãe soubesse. Na época, consultou somente uma ginecologista do convênio de onde trabalhava e diz que não foi realizado nenhum exame para saber se ela realmente podia usar esse tipo de método. Em um segundo momento, consultou um médico conhecido da família, que realizou diversos exames e constatou que ela possuía uma predisposição que faz com que ela só possa usar os métodos de injeção ou adesivo. “Eu tenho uma coagulação muito alta e isso me predispõe à trombose. Então, a injeção e o adesivo são os únicos que têm um tipo de difusão no corpo que não colabora para piorar esse cenário”, conta.

Segundo dados da OMS divulgados no site da organização, pacientes que fumam, têm pressão alta, amamentam um bebê com menos de seis meses, sofrem de problemas sérios no coração ou circulação, câncer de mama, cirrose hepática grave, hepatite aguda ou tumor no fígado não devem tomar esse tipo de injeção.

É de vital importância que a mulher consulte um médico de confiança antes de iniciar o uso de qualquer contraceptivo. Essa orientação deve abranger informações acuradas sobre todos os métodos anticoncepcionais disponíveis, vantagens, desvantagens e predisposições de cada paciente. Uma orientação adequada permite a tomada de decisão baseada em informações corretas que podem evitar um problema sério futuramente.



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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Medo

A vida passa tão rápido... As coisas boas passam tão rápido... E eu sinto como se não tivesse conseguido realizar os meus planos e sonhos ainda, até hoje. Não tenho pressa, nunca tive. Mas às vezes tenho medo de não conseguir. De repente eu me vejo com medo de tudo o que eu vivo ser apenas ilusão. Eu aceitaria a condição de que eu sou apenas mais uma menina fraca que vive de ilusões. Desde que eu descobrisse isso. Ficar na dúvida é que é foda.

Eu estou cansando... Estou cansada.






Ma Prem Padmini

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Espairecer

espairecer

rv. tr. e int.,

distrair;
recrear;
divertir;
entreter-se;
passear.






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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Abaixo a hipocrisia!

Você, que enche a boca pra reclamar dos problemas do nosso país, que adora criticar o sistema capitalista e todos os porcos que nos tiram dinheiro diariamente. Você que acredita que o mundo seria melhor sem violência, hipocrisia e preconceito. Estampe o seu rosto numa camiseta qualquer lutando por seu ideal de igualdade. Lute por seus direitos. Pague milhares de advogados para ressarcir seus bolsos por algo que um parente próximo sofreu no passado. Encha os seus pulmões para falar de como foi difícil a época da Ditadura Militar e sua censura. Em seguida, diga-se contra a política de cotas para negros.
Por que você não se indigna por pessoas estarem recebendo milhões de reais hoje, por terem passado pelo DOI-CODI? Por que acha justo que pessoas sejam ressarcidas por terem sofrido censura e sido presas por algum tempo no passado? Por que acredita que as pessoas que tiveram bens perdidos em época de guerra merecem receber tudo o que lhes foi tirado de volta e, como se fossem cegos idiotas, negam o fato de que foram os negros que tiveram o direito de viver dignamente, retirado por mãos de homens que nada tinham de mais especial?
Foram eles que resistiram a todo e qualquer tipo de intempérie, que levaram chibatadas nas costas simplesmente por terem nascido de cor diferente, que hoje têm a vida rebaixada a míseros casebres de vilas sujas, esquecidas por Deus, porque lhes foi retirado o direito de crescer. Foram eles que, dignamente, cuidaram dos seus antepassados com carinho, preparando-lhes o chá quente e a pantufa aquecida nos pés. São eles que, hoje, sem nenhuma vergonha, saem às ruas pedindo apenas que não lhe olhem com indiferença.
E você, rica criança defensora dos oprimidos, fecha os olhos para tudo isso e, como se não bastasse, cria uma fantasia feliz na sua cabeça: “A política de cotas só rebaixa ainda mais a capacidade deles”. Há há há. O discutido aqui não é a capacidade deles que, diga-se de passagem, vai muito além da sua. O fato é que tudo o que o negro vive hoje, séculos depois, é decorrente do que viveram lá atrás.
Merecem. Merecem muito mais do que uma chance de mostrarem-se dignos de estudarem numa boa Universidade, mesmo que sem ter condições para isso. Mereceriam centenas de vezes mais do que um olhar de igualdade.
Aprenda que a vida não se vale apenas de dinheiro, mas de reconhecimento. Somente quando reconhecerem o que foi feito e sentirem no coração a culpa e a compaixão poderão dizer-se homens de verdade.





Ma Prem Padmini

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O Amor Por Entre o Verde

“... E se prosseguirem se amando, pergunto-me em vão, será que um dia se casarão e serão felizes? Quando, satisfeita a sua jovem sexualidade, se olharem nos olhos, será que correrão um para o outro e se darão um grande abraço de ternura? Ou será que se desviarão o olhar, para pensar cada um consigo mesmo que ele não era exatamente aquilo que ela pensava e ela era menos bonita ou inteligente do que ele a tinha imaginado?
É um tal milagre encontrar, nesse infinito labirinto de desenganos amorosos, o ser verdadeiramente amado... Perco-me, por um momento, na observação triste, mas fria, desse estranho baile de desencontros, em que freqüentemente aquela que devia ser daquele acaba por bailar com outro porque o esperado nunca chega; e este, no entanto, passou por ela sem que ela o soubesse, suas mãos sem querer se tocaram, eles olharam-se nos olhos por um instante e não se reconheceram...”


Vinícius de Moraes

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Sonhos

E eu sonho em recontruir meus sonhos. Sonhos esses que desesperam-se, fraquejam, humilham-se, gritam por socorro! Porém, renascem às cinzas e lutam por uma nova chance.
Eu semeei meus sonhos, vi-os crescer e morrer. Estou plantando novamente e lhe suplico: Pise devagar, pois você está pisando em meus sonhos.


Eu adoro intertextualidade!





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